CONTATOS
ONDE
VIVEM OS
BÁRBAROS
Onde Vivem os Bárbaros apresenta uma sociedade que busca respostas rápidas para assuntos complexos, mesmo que para isso se arrisque pelo terreno das injustiças e se expresse por gestos inequívocos de silenciamento do que lhe é diferente – entendido então como um inimigo.
A obra conta a história de três primos que, depois de vários anos sem se ver, decidem se reencontrar. O anfitrião, diretor de uma ONG reconhecida por realizar ações de estabelecimento da democracia em zonas de conflito, se vê envolvido no estranho homicídio de uma jovem ligada a movimentos neonazistas. Este fato desencadeia atitudes inesperadas das personagens e um extenso debate sobre a ideia que cada um constrói sobre o outro, que culmina na deflagração das diferentes formas de violência entre os convidados.
Qualquer semelhança com o que vivemos não é mera coincidência. Ao conhecer essa dramaturgia, de diálogos ágeis e sinuosos, o Coletivo Labirinto pôde novamente (assim como tinha lhe parecido com o Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul, seu espetáculo presencial anterior) deparar-se com um material que trata diretamente e de maneira vertical dos desdobramentos de nosso percurso social, estabelecendo assim uma ponte de interlocução com a realidade chilena – comum e ao mesmo tempo diversa a nós.
O espetáculo traz em cena o avanço de uma lógica de raciocínio imediatista, sentenciador e moralista em nossa sociedade. Mais ainda, apresenta ao público diferentes vias de discursos políticos, a fim de que possam gerar debate e fricção entre nós, desvelando as controvérsias sobre o delicado momento histórico que atravessamos. É possível observar o aumento das desigualdades concomitante ao desenvolvimento de uma conduta moral que visa um comportamento ‘puro’ entre as pessoas, numa espécie de lógica neofascista. Expor essa situação e colocá-la para discussão se mostrou fundamental.
Esta obra discute, portanto, que ideias temos hoje sobre civilização e barbárie. O que seria uma sociedade civilizada e o que seria uma sociedade bárbara? A quem interessaria estabelecer essas definições, essas fronteiras entre uma coisa e outra? Quem são os cidadãos dessa sociedade e quem são os seus selvagens? E mais, quem pode ocupar esses espaços – de uma pressuposta cidadania?
Onde Vivem os Bárbaros tomou forma primeiramente como peça-filme em 2021, durante a pandemia da covid-19, ocasião que lhe rendeu indicação ao Prêmio APCA de Melhor Espetáculo Virtual. Veio à cena presencial um ano mais tarde e desde então realiza temporadas e apresentações dentro do repertório do grupo.
SINOPSE
Depois de anos sem se ver, três primos se reencontram. O anfitrião, diretor de uma ONG reconhecida, revela estar envolvido em um estranho assassinato, fato que desencadeia manifestações de violência entre os convidados. Este encontro aparentemente familiar torna-se cada vez mais terrível com o aparecimento de personagens que vão agravar as ideias que cada um construiu sobre o outro, sobre o inimigo.

FICHA TÉCNICA
TEATRO
DIREÇÃO E TRADUÇÃO Wallyson Mota DRAMATURGIA Pablo Manzi TEXTO ENTREATO Abel Xavier ELENCO Abel Xavier, Carol Vidotti, Ernani Sanchez, Ton Ribeiro e Wallyson Mota ILUMINAÇÃO Matheus Brant CONCEPÇÃO SONORA Gregory Slivar CENOGRAFIA E FIGURINO Lu Bueno MAQUIAGEM E VISAGISMO Fábia Mirassos CENOTÉCNICO Armando Júnior e Matias Arce ADERECISTA Jésus Seda TÉCNICO DE LUZ Guilherme Soares PROJETO GRÁFICO Alexandre Caetano - Oré Design Studio ASSESSORIA DE IMPRENSA Pombo Correio FOTOS Mayra Azzi e Matheus Brant ASSISTENTE DE DIREÇÃO Carolina Fabri PRODUÇÃO Corpo Rastreado – Leo Devitto e Lucas Cardoso REALIZAÇÃO Coletivo Labirinto
PEÇA-FILME
MONTAGEM, EDIÇÃO DE SOM E MIXAGEM Laíza Dantas DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA, CÂMERA E COLORIZAÇÃO Raphael B. Gomes SOM DIRETO Tomás Franco FOTOS STILL Mayra Azzi ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Luiza Moreira Salles DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E PRODUÇÃO EXECUTIVA Carol Vidotti
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
DURAÇÃO 75 minutos
HISTÓRICO DE APRESENTAÇÕES
2025
Pelo projeto “Pés- Coração: a América Latina como Caminho”, 43º Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo:
Abril
Teatro Paulo Eiró. São Paulo/SP.
3 apresentações
Junho
Teatro Arthur Azevedo. São Paulo/SP.
3 apresentações
Julho
Teatro Cacilda Becker. São Paulo/SP.
3 apresentações
Teatro Alfredo Mesquita. São Paulo/SP.
3 apresentações
Outubro
Sesc Sorocaba.
2022
Setembro | Outubro
Temporada Sesc Pompeia – São Paulo/SP
15 apresentações
2021
Pelo projeto “Histórias de Nossa América”, 35º Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.
Exibições da peça-filme.
Transmissão pelos canais do Youtube dos Teatros da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo:
Novembro
Teatro João Caetano – São Paulo/SP
04 exibições
Teatro Paulo Eiró – São Paulo/SP
03 exibições
Teatro Alfredo Mesquita – São Paulo/SP
03 exibições
Teatro Cacilda Becker – São Paulo/SP
03 exibições
Teatro Arthur Azevedo - São Paulo/SP
03 exibições





