08 AÇÕES DESORGANIZADORAS DA VIDA PÚBLICA

“A feitiçaria funciona criando ao redor de si um espaço físico/psíquico

ou aberturas para um espaço de expressão sem barreiras –

a metamorfose do lugar cotidiano numa esfera angelical.

Isso envolve a manipulação de símbolos (que também são coisas)

e de pessoas (que também são simbólicas)”

Trecho de CAOS – Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares, de Hakim Bey

 

Ao ler CAOS – Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares, de Hakim Bey, o Labirinto percebeu diante de si uma enorme fresta luminosa, um vigoroso espaço de ação. Nem tudo é tão normativo quanto parece, nem todas as batalhas estão tão vencidas quanto nos é mostrado diariamente nos noticiários ou em nosso extrato bancário. A vida não é regida pelas pessoas, mas vai muito além, por variáveis que não alcançamos. A vida é o caos.

E se o caos desorganiza nossa maneira de pensar e estar na realidade, nos sentimos provocades por ele a também vislumbrar a desorganização do que temos como estabelecido, como normatizado em nossos espaços de convivência. Entendemos, então, dado o nosso contexto histórico-social e as nossas inquietações em relação a ele, o terrorismo poético como a possibilidade de desestabilizar esse edifício de apatia e indiferença construído sobre e através de nós. Desorganizar suas estruturas através de seu polo oposto, o afeto.

Assim, no ano de 2019, o Coletivo Labirinto deu início a um processo de pesquisa cênica através do projeto 08 AÇÕES DESORGANIZADORAS DA VIDA PÚBLICA – O AFETO COMO GESTO POLÍTICO, realizado através do Proac Artes Integradas. Nele, percorreu oito Terminais Urbanos de Ônibus da Cidade de São Paulo, realizando algumas AÇÕES/AFETOS que geraram grande reverberação em seu entorno.

Essas AÇÕES/AFETOS partem do princípio de rompimento com a lógica utilitarista ou apenas funcional dos lugares de convivência ou passagem, da dilatação do imaginário coletivo sobre seus espaços e da urgência em encontrar amplo número de pessoas que os povoam de maneira inerte.

PROPOSIÇÃO

Ocupação dos espaços de convivência (públicos ou não) e a integração provocada entre a arquitetura e as pessoas que por ela transitam. Por um tempo determinado, o Coletivo Labirinto trabalha nos espaços de ação, em que eles deixam de ser cenário para se tornarem agentes da performance, protagonistas desse ato. O que se propõe é que o processo de criação seja realizado integralmente nos espaços de convivência e aberto à ação e afetação da realidade direta e das pessoas que por ali passam; ao final da semana, es artistas realizam a AÇÃO/AFETO conclusiva desse encontro deles entre si, com o espaço e com es passantes.

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FICHA TÉCNICA

CONCEPÇÃO, CRIAÇÃO E PRODUÇÃO Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota PROVOCAÇÃO E MEDIAÇÃO ARTÍSTICA Rubens Velloso ARTISTAS CONVIDADES Carol Rahal, BijaRi - Gustavo Godoy e Geandre Tomazoni, Las Cabaças - Juliana Balsalobre e Marina Quinan REGISTRO AUDIOVISUAL Monique Amaral, Raphael B. Gomes, Sol Faganello PRODUÇÃO EXECUTIVA “PROAC ARTES INTEGRADAS” Joice Portes

Terminal Vl. Nova Cachoeirinha

(Av. Itaberaba - Itaberaba,

Z. Norte - São Paulo/SP);

Terminal Santo Amaro

(Av. Padre José Maria, 400 -

Santo Amaro, Z. Sul - São Paulo/SP);

Terminal Grajaú

(Av. Dona Belmira Marin, 500,

Grajaú, Z. Sul - São Paulo/SP);

Terminal Sacomã

(R. Bom Pastor, 3000 - Ipiranga,

Z. Sudeste - São Paulo/SP);

Terminal Vila Matilde

(R. Alvinópolis, 1400 - Penha,

Z. Leste - São Paulo/SP);

Terminal Lapa

(Pça Miguel Dell'Erba, 50 - Lapa,

Z. Oeste - São Paulo/SP);

Terminal Pq. D. Pedro II

(Pq. D. Pedro II –

Centro - São Paulo/SP);

Terminal Princesa Isabel

(Al. Glete, 433 - Campos Elíseos,

Centro - São Paulo/SP).

HISTÓRICO DE APRESENTAÇÕES

TEASERS

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