CONTATOS
PÉS-CORAÇÃO
O Sol está condenado a caminhar sempre.
Essa é a primeira frase que o dramaturgo de Chihuahua Victor Hugo Rascón Banda escreve para a personagem central de A Mulher Que Caiu do Céu, quando colocam sobre ela uma camisa de força. Vinda da região montanhosa das Barrancas del Cobre, na parte alta da Sierra Madre Ocidental no México, ela é uma rarámuri, encontrada inexplicavelmente e – logo - presa em território estadunidense.
Os rarámuris são um povo nativo mexicano, também de Chihuahua - na porção norte do país -, conhecidos por percorrerem longas distâncias a pé. São os de pés ligeiros. Seja caminhando ou correndo, impressionam pela capacidade de se deslocarem por dezenas e até centenas de quilômetros em terrenos sinuosos e altamente acidentados.
A personagem acima, soubemos nesta jornada, é inspirada em uma mulher real. A Rita Patiño.
Talvez no entendimento alargado dessa ideia – de um povo que corre, corre, corre... - more certa capacidade de reação ao processo colonizatório. Quiçá seja isso também um dos nutrientes dessa coletividade... Talvez exista aí um senso de identidade comum... Talvez. Quem de fato sabe?
Sejam do plano da realidade ou ainda do da miragem, o ponto é que essas e outras histórias desencadearam no Coletivo Labirinto o desejo de colisão e elaboração desse imaginário mexicano com o nosso - um coletivo de artistas que vive em São Paulo, na utopia, nos corres e nas vertigens que isso possa apresentar.
Falta muito?
Falta menos.
SINOPSE
Histórias da América Latina que correm por todo o espetáculo, construindo pistas de alguma identidade continental. Como o Brasil se vê latino-americano? Na obra, a corrida é vista como metáfora, numa tentativa de aproximação entre pés e corações das nossas personagens.

FICHA TÉCNICA
PESQUISA E IDEALIZAÇÃO Coletivo Labirinto CRIADORES Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi DIREÇÃO Luiz Fernando Marques Lubi DRAMATURGIA Abel Xavier ATUAÇÃO Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota ARTISTA CONVIDADA Allycia Machaca DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA ORIGINAL Caetano Ribeiro MÚSICOS EM CENA Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos) CANTO Allycia Machaca CONCEPÇÃO AUDIOVISUAL Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello MAPPING Sol Faganello, Letícia Pinto e GIVVA OPERAÇÃO DE VÍDEO Sol Faganello e Letícia Pinto OPERAÇÃO DE CÂMERA Sol Faganello e Marcelo Faganello TÉCNICO MONTAGEM AUDIOVISUAL GIVVA EDIÇÃO VÍDEO RETIRO Tomás Franco ATUANTES Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria COREOGRAFIA Paula Petreca PREPARAÇÃO DE ATORES (CENA PASSISTAS) Rhena de Faria CENÁRIO Luiz Fernando Marques Lubi CENOTÉCNICO Zé Valdir INSTALAÇÃO DE LED Rogério Cândido FIGURINO Emilene Gutierrez e Allycia Machaca VISAGISMO Fábia Mirassos ADEREÇOS Allycia Machaca FANTASIAS CARNAVAL Sérgio Cardoso Lopes DESENHO E OPERAÇÃO DE LUZ Matheus Brant TÉCNICO E OPERADOR DE SOM Tomé de Souza COORDENAÇÃO DE ENSAIO Madu Arakaki FISIOTERAPIA Leandro Faria PESQUISA E CONDUÇÃO RETIRO ARTÍSTICO Elias Cohen APOIO TEÓRICO Gina Monge Aguilar MESAS DE REFLEXÃO Gina Monge Aguilar, Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ FOTOS Tomás Franco ASSESSORIA DE IMPRENSA: Pombo Correio REDES SOCIAIS Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti ESTAGIÁRIOS PRODUÇÃO Bento Carolina e Mariana Ruiz PRODUÇÃO: Corpo Rastreado - Leo Devitto
CLASSIFICAÇÃO 16 anos
DURAÇÃO 120 min
Teaser
HISTÓRICO DE APRESENTAÇÕES
2026
Março/Abril
Estreia e Temporada SESC POMPÉIA - São Paulo/SP - 19 apresentações
Junho/Julho
Temporada TEATRO PAULO EIRÓ - São Paulo/SP - 20 apresentações









